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terça-feira, 27 de novembro de 2007

Um olhar...


Olhamos constantemente para as mesmas coisas, mas será que as vemos?
Se calhar não...
Porque estamos cansados de as ver...
Na realidade já não as vemos...
Vemos já sem olhar...

Olho constantemente, para o que já vi...
Não me canso...
De pensar...
Analisar...
Reflectir...
De descobrir...
Novas arestas...
Por ver...
Ocultas em certezas...
De quem nunca realmente olhou...

Olho constantemente, para o que não vi...
Fascina-me...
Imagino...
Sonho...

De nadas que vejo...
Tudo nasce...
Ilusões...
Sensações...
Emoções...
Melodias...
Palavras...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Palavras ao Vento


A lua adormece trazendo o dia
No descanço da noite repousa sadia

Acordamos pensando ainda aqui estou
Por aqui permaneço porque assim o sou

Vivemos ao vento daquilo que somos
Lembrando momentos daquilo que fomos

Corremos voando sem nunca parar
Rasgando segredos que soubemos encontrar

Na sombra da esperança vivemos escondidos
De sonhos passados de sonhos vividos

Lembramos memórias de tudos e nadas
Restos de histórias restos de nadas

Talvez no entanto sem nunca parar
Me possa perder para me encontrar


quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Uma Caixa


Numa casa da adolescência...
Procurava um caderno azul...
Do qual me lembro bem, mas o havia esquecido...
No entulho de uma vida, outrora por mim vivida,
Os meus olhos pararam numa simples caixa, de um perfume de outros tempos...
Veio-me o cheiro, do perfume e das memórias...
Entrou sem pedir licença, e por ali deambulou...
Sabia o que continha, pedaços de uma vida, a minha...
Entre fotografias e papeis, bilhetes e rascunhos, cartas e recordações, ri, lembrei e chorei...
De sentimentos que havia vivido.
De sentimentos que ainda vivo...
Fecho agora a caixa, comigo outra vez lá dentro.
Os sentimentos ficam de fora...
Entre a caixa e o agora...
Uma vida vivi...
Uma outra não vivi...

domingo, 21 de outubro de 2007

2 Noites 2 Dias

Acho que hoje é ontem...
Acho que hoje foi a minha primeira noite na casa nova.
Acordo de noite...
Abro a janela... penso... ou estou num país diferente ou levantei-me mesmo cedo...
O Sol não brilha neste primeiro dia...
Vou com o nascer do sol, numa manhã submersa...
O Sol já brilha, e aquece-me, embalando-me....
Volto com o pôr do sol, numa tarde abstracta...
O Sol foi-se embora, e com ele a luz.
Cozinho pela primeira vez na minha casa nova.
A comida estava boa... o vinho melhor...
Saio, de noite, assim começou o dia...
Volto de noite...
Corpo cansado, coração incerto...
Os primeiros raios de sol começam a mostrar a cara...
O primeiro segundo dia acaba ao começar...
Vou por o coração a dormir, levo com ele o resto do corpo...
Com uma certeza...
Hoje dorme, sem dúvidas...
Que amanhã será um belo de um resto segundo terceiro dia...

sábado, 13 de outubro de 2007

Tenho sono...


Parece que tenho sono...
Parece que amanhã tenho umas lindas meninas para me ajudar a limpar a casa nova...
Abro uma cerveja...
Acendo mais um cigarro...

A lua não quer a minha companhia hoje...

Estou realmente cansado...
Não sei porquê...
Penso...
Não saiu grande coisa...
Deve ser da coisa...

Segundo a wikipédia sono quer dizer: (do latim somnu, com o mesmo significado) é um estado ordinário de consciência, complementar ao da vigília (ou estado desperto), em que há repouso normal e periódico, caracterizado, tanto no ser humano como nos outros animais superiores, pela suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária.

Tão contraditória como a própria expressão tenho sono...
Como posso eu já ter uma coisa que preciso...
Porque preciso de dormir...

Logo tenho sono...
Mas há pessoas que sonham durante o sono...

Mas há pessoas que sonham enquanto dormem...

Logo dormir e sono é a mesma coisa...
Mas eu não tenho dormir...
Preciso do sono...
Não o tenho...
Ainda...
Tenho saudades de sonhar...
Ou de me lembrar deles pelo menos...
Parece que até a bateria do meu portátil, está a ficar com sono...
Está na hora...
Apago a noite num cinzeiro...
Descanso o corpo que a alma ferve...

Tenho sono...
Quero sonhar...